quarta-feira, 7 de abril de 2010

Kristen e Dakota falam sobre Sexo, drogas e Rock'n Roll

 
 
Sexo, drogas e rock n’ roll é muito coisa para Sexo, drogas e rock n’ roll é muito coisa para uma menina de 15 anos lidar, mas para Joan Jett e Cherrie Currie de “The Runaways” isso virou um estilo de vida. No filme “The Runaways” as estrelas Fanning (como Cherrie) e Stewart (como Jett) fazem esses ícones jovens com ferocidade e honestidade. É uma experiência que as duas dizem nunca esquecer.


Stewart, uma auto professa aos 15 anos, relacionada com a batalha incansável de Jett contra o estigma de ser uma guitarrista em uma música machista. Em uma entrevista exclusiva, as duas jovens atrizes falam das suas experiências fazendo The Runaways e o que elas aprenderam sobre elas mesmas interpretando duas garotas que mudaram a cara do rock.

P: Você não pode contar a história de “Runaways” sem sexo, drogas e rock n’ roll. Vocês acham que esses assuntos são controversos para resolverem?

Kristen Stewart: O tanto quanto as pessoas pensam que é uma história de sucesso e até um conto, é meio que estranho porque pela minha perspectiva, e talvez porque eu seja jovem, eu não vejo os filmes como algo para se aprender algo. O que eu aprendi com isso é algo bem simples e fundamental, é que as pessoas são diferentes e você sempre deve entender isso. Esse é um momento na história que “The Runaways” fez e veja como isso é legal, mas toda a coisa sobre sexo, drogas e rock n’ roll e como isso afeta a vida das crianças, eu não estava pensando nisso.

P: Cherrie Currie e Joan Jett tinham 15 anos quando começaram a banda. Onde era o emocional de vocês nessa idade?

KS: É engraçado como você lembra da sua vida nos filmes, como o quanto você está velha fazendo esse filme. Eu lembro quando eu tinha 15 anos e fiz ‘Eu e as Mulheres.’ Eu ainda estava na escola, o que era diferente, mas como Dakota, eu vivi uma vida bem normal que é bem diferente da delas.

P: Quais foram as cenas mais difíceis de filmar e por quê?

Dakota: E também a cena em que eu deixo a banda.

KS: Sim, eu passei essa cena tantas vezes na minha cabeça. A maneira como foi escrita, nem tudo estava na superfície. Existia tanta coisa nisso eu estava tão preocupada com isso. E foi tão triste quando o filme acabou. Nós fizemos tanto que queríamos relaxar e fazer uma retrospectiva.

P: Vocês estavam nervosas sobre as cenas do beijo que vocês fizeram?

KS: Eu pensei nessa cena como atrevida e vulgar. Eles não levaram a sério porque é sobre isso que é Joan Jett. Ela queria que sua sexualidade fosse respeitada. Ela é uma pessoa agressiva nesse sentido e então não era como um romance. Elas (Cherrie e Joan) eram só muito amigas e eram muito próximas, então só aconteceu. Foi muito impulsiva a maneira como a cena foi escrita e como aconteceu, aparentemente, foi bem natural. Eram algumas linhas como, “elas estavam andando pela rua e você mal pode vê-las e de repente tem uma luz e…” no roteiro era bem subjetivo e vago.

P: Na vida real, Joan e Cherrie disseram ser discriminadas por estar no mundo dos homens. Vocês já tiveram alguma experiência parecida?

KS: Eu sempre fui totalmente moleca e sempre fui ok com isso. Eu tive irmãos, então quando eu era pequena não queria fazer coisas de menina, nunca. Eu era estranha. Eu só queria brincar com meus irmãos. Meus irmãos eram ótimos, e continuam sendo meus melhores amigos. Sempre fiz tudo com eles. Joan era moleca também e as pessoas têm problemas com isso.

P: Como vocês acham que a fama no rock n’ roll se compara com a de uma estrela de filme?

KS: Eu acho que a grande diferença é que como músico vocês escreve canções e diz coisas com as suas músicas. Você está fazendo declarações e se expressando. Nós nos expressamos de uma maneira diferente. Nós, por qualquer razão, temos que fazer outras pessoas, então não estamos nos expressando. Mas como músico você tem uma séria oportunidade de se mostrar e para as pessoas saberem quem você é e o que você quer dizer. Então a reação que você vai ter com os fãs é uma experiência completamente diferente. Meso sendo uma figura pública, eu não me sinto como uma porque as pessoas não me conhecem.

P: O que foi a coisa mais surpreendente que vocês aprenderam sobre vocês mesmas interpretando Cherrie e Joan?

KS: Toda experiência com filmes muda você de um certo degrau, mas essa foi mais que as outras. Elas realmente, realmente inspiram as mulheres e é sempre fantástico ver pessoas dessa idade serem tão legais. Joan é uma das melhores pessoas e melhor confidente que eu já conheci. Ela tem um jogo louco com a moral. Ela é justa, mas justamente por isso. Eu adoraria ser como elas.


Beijos
Carlinhos

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